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sábado, 11 de fevereiro de 2012

CUIDADO COM O QUE VOCÊ FALA

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Ef.4:29-32)

Discursos torpes significam geralmente, conversas sujas, sugestivas, anedotas imorais, profanações e histórias indecentes.
Isto abrange toda conversa frívola, vã, ociosa e sem valor.
Devemos abandonar toda fala sem proveito substituindo-a por conversas construtivas.

A nossa fala como homem e mulher de Deus deve ser:
ü  Edificante: Deve resultar na edificação dos ouvintes.
ü  Apropriada: Deve ser apropriada à ocasião.
ü  Graciosa: Deve transmitir graça aos que ouvem.

Há uma ordem clara nas escrituras e ela se aplica a todos nós.
E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.” (Ef. 4.30)

Devemos evitar tudo e qualquer coisa que entristece o Espírito de Deu.
O Espírito Santo é uma pessoa e não uma força ou mera influência.
Ele nos ama porque somente alguém que ama fica ofendido.

v  Como podemos entristecer o Espírito Santo de Deus.

·         Quando falamos mal uns dos outros.
“Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo?” (Tg. 4:11-12)

Infelizmente é muito comum irmãos falarem mal um do outro.
Além de ser pecado, diminui a nossa eficácia espiritual e mina nossa autoridade.

·         Quando endurecemos nosso coração.
“Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião.” (Hb. 3:15)

O cristão de coração endurecido é um enfermo emocionalmente e espiritualmente.
Um bom cristão precisa de coração forte e não de coração duro.
Um coração duro produz insensibilidade diante de Deus e da vida e isso destrói nossa liderança.

·         Quando formamos grupos internos na igreja.
“Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.” (I Co. 1:10)

Quando somos os responsáveis por criar grupos frutos de divisões estamos cavando a nossa própria cova.
É como uma bomba-relógio que a qualquer momento explodirá em nossas próprias mãos.

·         Quando não medimos aquilo que falamos.
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” (Ef. 4:29)

A palavra liberada tem um grande poder.
Precisamos buscar sabedoria para que o nosso falar realmente seja benção e não maldição para os outros.

·         Quando não perdoamos a quem nos pede perdão.
“Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” (Mt. 18:21-22)

Se não perdoamos estamos dizendo que não queremos ser perdoados.
Isso é suicídio espiritual e emocional.
Não destrua a ponte pela qual você mesmo terá de passar - a ponte do perdão.

·         Quando ignoramos as artimanhas de satanás.
“A quem perdoais alguma coisa, também eu perdôo; porque, de fato, o que tenho perdoado (se alguma coisa tenho perdoado), por causa de vós o fiz na presença de Cristo; para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.” (II Co. 2:11)

O cristão que não está atento às ações do inimigo está em perigo.
Satanás está sempre em ação e você, é um alvo preferencial. Não subestime nem superestime o inimigo. Esteja alerta.

·         Quando não somos capazes de recomeçar um com o outro.
“Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.” (Mt.  5:41-45)

O cristão deve ser capaz de dar uma nova chance àquele que realmente precisa.
Muitas vezes pode ser arriscado, mas faz parte do processo de crescimento espiritual.

·         Quando agimos com orgulho e não com humildade.
“Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.” (Rm. 12:16)

A soberba é a pedra que tem derrubado muitos irmãos e  líderes.
Todo cuidado é pouco.
Humildade agrada ao Senhor e nos mantém de diante d’Ele.

·         Quando não procuramos a solução bíblica para os problemas.
“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.” (Cl. 3:16)

Nenhuma técnica ou estratégia usada por um líder pode ferir princípios bíblicos. Sabedoria vem de Deus e ele tem prazer em compartilhá-la conosco.

·         Quando esquecemos que todos nós somos pecadores e só estamos de pé por causa da graça de Deus.
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Ef. 2:8-9)

Sempre que lembramos quem nós realmente somos e quem Deus realmente é somos levados a nos quebrantar e ver a vida numa perspectiva mais correta e equilibrada.
Isso vai influenciar todos os aspectos da nossa jornada para o bem.
“Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.” (I Co. 10:12)

Todos pecados os pecados da língua e do mau gênio têm que ser eliminado da nossa vida.
“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.” (Ef. 4:31)
O Apóstolo Paulo faz uma lista.
ü  Amargura – Ressentimento que não se extingue. Não ter vontade alguma de perdoar. Guardar rancor.
ü  Cólera – Mau gênio, animosidade, hostilidade.
ü  Ira – Explosões de cólera e violência. Viver mal humorado.
ü  Gritaria – Gritar com ira, discutir em voz alta.
ü  Blasfêmia – Maledicências, linguagem que insulta, calúnias, palavras abusivas.
ü  Malícia – Desejar mal aos outros, rancor, mesquinhez.
Os pecados acima mencionados e que resultam do mau gênio devem ser abandonados.
Tais pecados são vícios de nossa carne.
Quando abandonados esses pecados, surge um vácuo que deve ser preenchido com as virtudes sobrenaturais de Cristo que precisam ser cultivadas em nossas vidas.

v  Virtudes sobrenaturais.

“Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Ef.4:32)
·         Benigno – É o desejo desinteressado no bem estar dos outros. O desejo de ajudar, mesmo com grande sacrifício pessoal.
·         Compassivo – Significa ter interesse demonstrado no condoer-se e que tem afeição genuína pelos outros. Manifesta-se na prontidão em levar os fardos das pessoas.
·         Perdoador – É a prontidão em perdoar ofensas ou passar por cima delas sem conservar desejo de vingança.

O maior exemplo de quem sabe perdoar é o próprio Deus.
A obra de Cristo na cruz do Calvário é a base do amor de Deus do qual nós somos o objeto, embora não mereçamos.
Em Cristo, a saber, na sua pessoa e obra, Deus encontrou uma base justa para nos perdoar.

Vamos tomar a decisão de alegrar o coração de Deus.
Ainda há tempo, se houver desejo e ação da nossa parte na direção  da vontade de Deus.

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